As Comissões de Trabalhadores de várias empresas e entidades do distrito de Braga apelaram à participação na greve geral marcada para o próximo dia 3 de junho, bem como na manifestação agendada para as 10h00, junto ao Arco da Porta Nova, no centro histórico da cidade.
Em comunicado conjunto, as estruturas representativas dos trabalhadores manifestam oposição às alterações ao Código do Trabalho propostas pelo Governo PSD/CDS, considerando que as medidas representam uma perda significativa de direitos laborais.
Segundo as Comissões de Trabalhadores, as alterações propostas traduzem-se no agravamento da precariedade, na desregulação dos horários de trabalho, na limitação dos direitos de parentalidade e no enfraquecimento da contratação coletiva.
O documento acusa ainda o executivo de promover medidas que, na perspetiva dos trabalhadores, dificultam a contestação de despedimentos e restringem direitos sindicais e o exercício do direito à greve.
As estruturas recordam que uma anterior greve geral, realizada a 11 de dezembro, contribuiu para atrasar a discussão do denominado “pacote laboral” e defendem que a paralisação de 3 de junho poderá voltar a influenciar o processo legislativo.
No apelo divulgado, as Comissões de Trabalhadores sublinham a importância de uma forte mobilização dos trabalhadores para demonstrar rejeição às propostas atualmente em discussão.
O comunicado é subscrito pelas Comissões de Trabalhadores do Hospital de Braga, Bosch, Guimabus, CTT, Agere, Amtrol-Alfa e Infraestruturas de Portugal.
A manifestação está marcada para as 10h00 de terça-feira, 3 de junho, no Arco da Porta Nova, um dos principais pontos de encontro para ações reivindicativas na cidade de Braga.




