A CGTP afirma que mais de três milhões de trabalhadores aderiram à greve geral de hoje, convocada em resposta ao anteprojeto de revisão da legislação laboral apresentado pelo Governo e atualmente em discussão na Concertação Social.
Trata-se da 11.ª greve geral em 51 anos de democracia.
Segundo o secretário-geral da central sindical, Tiago Oliveira, a paralisação está a ter “expressão total” em vários setores. Lotas de Norte a Sul estão encerradas e portos como Lisboa e Aveiro registam ausência de movimento marítimo. Cantinas e refeitórios públicos permanecem fechados.

Nos transportes, a adesão atinge os 90% nos aeroportos de Lisboa e Porto, enquanto o aeroporto de Faro está totalmente encerrado. No Metro de Lisboa, a paralisação é total, assim como na CP, na Infraestruturas de Portugal e nos transportes urbanos de Viseu.

Setores como saúde, cultura, educação e administração local registam níveis de adesão acima dos 80%. As urgências hospitalares mantêm-se abertas, mas blocos operatórios estão fechados e grande parte das consultas foi cancelada.
No distrito de Braga, a greve condiciona o funcionamento do hospital, das escolas, dos transportes públicos, da universidade e de museus.
Empresas privadas como a Bosch reportam impactos próximos dos 95%.





