O processo de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Guimarães vai voltar à fase de audição pública, após decisão unânime do executivo liderado por Ricardo Araújo (PSD/CDS-PP).
A Câmara determinou que toda a reavaliação tem de estar concluída até junho, prazo acordado com a CCDR-Norte.
A revisão do documento estava parada desde setembro, quando o anterior executivo de Domingos Bragança (PS) decidiu não levar a proposta final a votação na Assembleia Municipal.
A falta de entendimento político empurrou a decisão para depois das eleições de 12 de outubro.
O novo executivo revogou as deliberações anteriores e decide agora reabrir o processo. O objetivo é claro: responder às necessidades de mais solo urbano para habitação e maior disponibilidade de terrenos empresariais.
Ricardo Araújo afirma que o município não pode continuar bloqueado. Admite que o prazo é “ambicioso”, mas garante que a autarquia “vai correr riscos” para cumprir a meta.
O autarca lembra que o processo de revisão arrancou em 2018 e que não faz sentido recomeçar do zero: “Sete anos de trabalho não podem ser deitados fora. Vamos rever as reclamações à luz da nova orientação política.”

Do lado do PS, Ricardo Costa, candidato derrotado nas autárquicas, concorda com a necessidade de revisitar as reclamações, defendendo que a versão atualmente em cima da mesa é “muito melhor do que a anterior”, sobretudo por aumentar áreas industriais e habitacionais. Ainda assim, o socialista questiona se não seria mais eficaz aprovar já o documento e só depois proceder aos ajustes.
Araújo rejeita essa via. Garante que o aumento previsto — cerca de 10% — “não é suficiente” para responder à pressão imobiliária e empresarial do concelho. Considera mais prudente recuar uma etapa, aplicar critérios uniformes e avançar com um reforço mais significativo do solo urbano: “Estamos a dar um passo atrás para permitir reajustes que sirvam Guimarães.”




