A inflação voltou a acelerar em Portugal em março, fixando-se nos 2,7%, segundo a estimativa rápida divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O valor representa uma subida de 0,6 pontos percentuais face a fevereiro, sinalizando uma inversão da tendência de abrandamento registada nos meses anteriores.
Um dos principais motores desta subida foi o comportamento dos preços da energia
O índice de produtos energéticos disparou para 5,8%, depois de ter registado uma queda de 2,2% no mês anterior. Esta recuperação contribuiu de forma decisiva para a aceleração global da inflação.
O aumento dos preços surge num contexto económico ainda marcado por incerteza internacional, nomeadamente nos mercados energéticos, que continuam sensíveis a tensões geopolíticas e variações na procura.
Apesar da subida, o nível de inflação mantém-se relativamente controlado quando comparado com os picos registados nos últimos anos, durante a crise energética e inflacionista.
Ainda assim, a evolução de março pode levantar novas preocupações quanto ao comportamento dos preços nos próximos meses, sobretudo se a tendência nos custos da energia se mantiver.
Os dados agora divulgados são preliminares e serão confirmados com a publicação detalhada do INE nas próximas semanas. Até lá, fica o sinal: a inflação voltou a ganhar força e poderá voltar a pressionar famílias e empresas.




