A tempestade Joseph provocou inundações, derrocadas e desalojamentos em várias regiões de Portugal, com a Proteção Civil a registar mais de 1 400 ocorrências até às 18h desta terça-feira.
O mau tempo tem sido alimentado por uma depressão atmosférica intensa, que trouxe chuva extrema e ventos fortes, e está a manter alertas ativos e riscos elevados nos próximos dias.
Em Évora, Braga e Oeiras, várias casas foram inundadas, obrigando ao realojamento temporário de famílias, incluindo um casal com três filhos em Oeiras e quatro pessoas em Braga.
Em Évora, a subida do rio Xamarra alagou casas no Bairro da Comenda e na Quinta da Nogueira, e uma mulher ficou ferida após uma derrocada na zona histórica. Em Torres Vedras, o transbordo do rio Sizandro atingiu “meia dúzia” de casas.
No norte do país, deslizamentos cortaram acessos, em particular na aldeia de Sistelo, Arcos de Valdevez, onde metade da freguesia ficou isolada. Um automobilista foi surpreendido pelos escombros, tendo a sua viatura sido arrastada para uma fenda sem registo imediato de feridos.
Arcos de Valdevez: Derrocada atinge carro e corta EN202-2 em Sistelo
A tempestade também causou quedas de árvores, cortes de estradas e prejuízos em infraestruturas, com dezenas de municípios a enfrentar cheias nos cursos de água. Em Vila do Conde, o rio Ave galgou margens, inundou garagens e obrigou a cortes de trânsito.
Ver esta publicação no Instagram
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) mantém avisos para precipitação persistente, vento forte e agitação marítima associada à nova depressão Kristin, cujo impacto se estende por vários dias, com risco de agravamento dos caudais dos rios e novos episódios de inundações.
Minho: Tempestade Kristin substitui Joseph. “Tempestade explosiva” diz IPMA




