Suspeitas foram intercetadas pela PSP em flagrante delito; busca domiciliária revelou autêntico armazém de droga com balanças, dinheiro e botijas de óxido nitroso
O Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (COMETLIS), através dos operacionais da 5.ª Divisão Policial, efetuou a detenção de duas mulheres, ambas de 20 anos de idade, fortemente suspeitas do crime de tráfico de estupefacientes. A operação policial decorreu na freguesia do Areeiro, em Lisboa.
A interceção inicial ocorreu no âmbito de uma ação de policiamento de prevenção criminal de rotina. Ao abordarem as duas jovens, os agentes da PSP detetaram que as mesmas transportavam consigo 1.404,82 doses individuais de haxixe, procedendo de imediato à sua detenção em flagrante delito.
Busca domiciliária desmantela “laboratório” de embalamento
Face às fortes suspeitas e à quantidade de droga encontrada na posse das suspeitas, as autoridades avançaram para uma busca domiciliária na residência das jovens. No interior da habitação, a PSP deparou-se com um cenário de armazenamento e preparação de substâncias ilícitas em larga escala, culminando na apreensão de:
- Estupefacientes: 6.490,72 doses individuais de haxixe e 9,74 doses individuais de liamba;
- Equipamento de precisão e corte: 2 balanças digitais de precisão, 5 lâminas de x-ato e 1 tábua de corte com resíduos;
- Material de embalamento: 1.900 sacos com fecho hermético e 2 selos de rótulos destinados à marcação do produto;
- Outros bens: 7 botijas de óxido nitroso (conhecido como o “gás do riso”), 2 telemóveis e 235,00 euros em numerário, presumivelmente resultantes da venda direta de droga.
No cômputo geral da operação, a Polícia de Segurança Pública retirou de circulação o equivalente a 7.895,64 doses individuais de haxixe e quase 10 doses de liamba, infligindo um rude golpe na rede de distribuição local que abastecia a zona central da capital portuguesa.
Medida de coação máxima: Prisão Preventiva
As duas arguidas foram conduzidas sob custódia policial e presentes ao Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa para o primeiro interrogatório judicial de arguido detido.
Perante a gravidade dos factos, o volume da apreensão e o perigo de continuidade da atividade criminosa, a autoridade judicial determinou a aplicação da medida de coação mais gravosa prevista no ordenamento jurídico português: a prisão preventiva. Ambas aguardam agora o desenrolar do processo de instrução criminal em ambiente prisional.
Em comunicado, a PSP reiterou o seu compromisso público no combate intransigente ao tráfico de substâncias psicotrópicas, “consciente do flagelo que a mesma representa junto da comunidade que servimos”.




