Portugal continental entra numa fase crítica para quem sofre de alergias. Entre 3 e 9 de abril, todo o território estará sob risco elevado de concentração de pólen, segundo o boletim da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC).
A previsão não deixa margem para dúvidas: o problema será generalizado de norte a sul, com impacto direto na saúde de milhares de pessoas.
Árvores e ervas dominam níveis elevados
Os principais responsáveis por esta subida são pólenes de várias árvores, com destaque para cipreste, plátano, pinheiro, bétula, carvalho, sobreiro e azinheira. A estes juntam-se ervas como gramíneas, urtiga e urticáceas, conhecidas por desencadear sintomas alérgicos intensos.
No norte do país, regiões como Trás-os-Montes e Alto Douro e Entre Douro e Minho registam níveis elevados com forte presença destas espécies.
A situação repete-se no centro, incluindo Coimbra e Castelo Branco, e estende-se ao sul, com Lisboa, Setúbal, Alentejo e Algarve também em alerta máximo.
Sintomas podem agravar-se
Este cenário aumenta o risco de sintomas como espirros, olhos lacrimejantes, congestão nasal e dificuldades respiratórias, sobretudo em pessoas com rinite alérgica ou asma.
Especialistas alertam que a exposição prolongada a níveis elevados de pólen pode agravar quadros clínicos e obrigar a reforço da medicação.
Ilhas escapam ao pior
Em contraste, as regiões autónomas apresentam uma realidade diferente. Tanto a Madeira como os Açores deverão manter níveis baixos de concentração de pólen, apesar da presença de algumas espécies.
Semana crítica exige precauções
Com a primavera em pleno, este período deverá marcar um dos picos da época polínica em Portugal. As autoridades de saúde recomendam medidas simples mas eficazes:
- Evitar atividades ao ar livre nas horas de maior concentração
- Manter janelas fechadas, sobretudo durante a manhã
- Usar óculos de sol e, em casos mais sensíveis, máscara
- Cumprir a medicação prescrita
A próxima semana será decisiva para quem sofre com alergias. E os níveis de pólen não dão sinais de abrandar.




