Um professor da Universidade do Minho é coautor do primeiro livro dedicado à economia do MotoGP, um campeonato que movimenta mais de mil milhões de euros por ano e atrai 400 milhões de adeptos.
A obra, The Economics of MotoGP – Costs, Financing and the Competitive Balance of a Rising Motorsport, coordenada por Paulo Reis Mourão (UMinho), Anthony Macedo (Universidade Lusófona) e Carmen Sánchez‐Carreira (Universidade de Santiago de Compostela), foi editada pela Palgrave e analisa custos, financiamento, competitividade, inovação e sustentabilidade da modalidade.

O MotoGP, que sucedeu à categoria 500cc, conta hoje com motos até 1000 cc e velocidades de 360 km/h em 18 países. As principais equipas operam com orçamentos entre 100 e 150 milhões de euros por época, enquanto outras dispõem de apenas um quinto desse valor.
Segundo Reis Mourão, os rendimentos vêm sobretudo de direitos televisivos, merchandising e publicidade — setores dominados por marcas como Michelin, Repsol ou Monster.
A Liberty Media, promotora do MotoGP e da Fórmula 1, aposta em competitividade, entretenimento e expansão global.
A estratégia tem mantido o crescimento da base de fãs, ao contrário de outros desportos.
“O objetivo é garantir uma ligação contínua ao público com séries, e-sports e experiências VIP”, refere o investigador, que já publicara o primeiro livro mundial sobre a economia da Fórmula 1.
Portugal volta a receber a elite das duas rodas este fim de semana em Portimão. Os custos da prova rondam os 70 milhões de euros, mas o impacto económico pode chegar aos 87 milhões, segundo o Turismo do Algarve. Para o académico, a presença regular do MotoGP reforça a reputação internacional e é essencial para atrair outros eventos, como o eventual regresso da Fórmula 1.
Com 11 capítulos e 265 páginas, o livro examina ainda a influência da tecnologia, dos pilotos e da sustentabilidade, incluindo o papel do MotoE como laboratório de inovação elétrica.





