A cirurgia urgente a que Marcelo Rebelo de Sousa foi submetido na noite de ontem, no Hospital de São João, “correu bem” e o Presidente da República encontra-se “acordado e bem-disposto”.
A intervenção resultou de uma hérnia encarcerada, condição que exige resposta rápida para evitar necrose de tecidos e possível remoção de parte do intestino.
Segundo a administração do hospital, tratou-se de uma cirurgia “urgente, mas não emergente”, realizada no momento certo para evitar complicações.
O internamento deverá prolongar-se por dois dias, seguindo-se um período de repouso físico que pode ir até duas semanas. Apesar disso, Marcelo continuará a exercer “plenamente” as suas funções, garantiu o chefe da Casa Civil, Fernando Frutuoso de Melo.
O Presidente sentiu os primeiros sintomas ao regressar das cerimónias do 1.º de Dezembro e após passagem por Amarante, onde esteve nas exéquias de António Mota.
Chegou ao São João com dores e vómitos e, depois de avaliação médica, foi levado para cirurgia, que durou cerca de 90 minutos.
A equipa clínica assegura que não são expectáveis novas complicações. “O tempo de recuperação será relativamente curto”, adiantou a direção do hospital, sublinhando a importância da intervenção precoce.
A agenda presidencial desta terça-feira foi cancelada, mas Marcelo já pediu para rever os próximos compromissos.




