Presidente da CCDR-N, Álvaro Santos, visitou a APDL para acompanhar o projeto de transição energética cofinanciado pelo programa NORTE 2030
A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) recebeu, na passada sexta-feira, 12 de junho de 2026, uma visita de trabalho do Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Álvaro Santos, acompanhado pelo seu Vice-Presidente, Pedro Machado. O encontro serviu para avaliar no terreno os avanços de uma das maiores empreitadas de sustentabilidade da infraestrutura portuária: a descarbonização do Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos.
O projeto envolve um investimento total elegível de 8,79 milhões de euros, contando com um financiamento garantido de 5 milhões de euros através dos fundos comunitários do programa NORTE 2030. A intervenção encontra-se integrada no Plano Territorial para a Transição Justa de Matosinhos, desenhado para mitigar os impactos do encerramento da antiga refinaria da Galp e reconverter o perfil industrial da região para as energias limpas.
Navios vão desligar motores no cais com tecnologia OPS
O coração deste investimento tecnológico assenta na instalação do sistema Onshore Power Supply (OPS) no icónico Terminal de Cruzeiros. Esta tecnologia de engenharia eletrotécnica vai permitir que os grandes navios de passageiros, ao atracarem em Leixões, possam desligar por completo os seus motores auxiliares a diesel (geradores) e ligar-se diretamente à rede elétrica terrestre de alta tensão para manter os seus serviços a bordo a funcionar.
A par do sistema de eletrificação do cais, a APDL vai avançar com a instalação de uma vasta central de produção fotovoltaica distribuída pelas coberturas dos edifícios portuários e pelas coberturas das áreas de estacionamento. O objetivo é gerar energia limpa para autoconsumo e reforçar a autonomia do porto.
Meta fixada na neutralidade carbónica até 2035
O impacto ambiental destas duas frentes de obra será imediato para as populações residentes nas frentes ribeirinhas de Matosinhos e de Leça da Palmeira, traduzindo-se numa:
- Redução drástica das emissões de gases com efeito de estufa e dióxido de carbono ($CO_2$);
- Eliminação quase total do ruído de baixa frequência e das vibrações provocadas pelos motores dos navios atracados;
- Anulação da dispersão de partículas finas e fuligem na atmosfera urbana envolvente.
Durante a vistoria técnica, Álvaro Santos realçou a importância estratégica da obra para o posicionamento internacional do Norte de Portugal, apontando Leixões como uma referência europeia na inovação portuária.
A administração da APDL reforçou que este investimento constitui o passo mais robusto do seu Roteiro para a Descarbonização, mantendo a meta ambiciosa de atingir a neutralidade carbónica integral da atividade portuária até ao ano de 2035, em perfeito alinhamento com as metas ecológicas fixadas pela Comissão Europeia.
Os operadores logísticos, agentes de navegação ou cidadãos que pretendam consultar os dados de monitorização da qualidade do ar da zona portuária, ler o roteiro de sustentabilidade detalhado ou verificar o calendário de escalas de cruzeiros podem visitar o sítio oficial da APDL – Administração dos Portos.





