A atriz francesa Brigitte Bardot morreu este domingo, aos 91 anos, anunciou a Fundação Brigitte Bardot, em comunicado.
“A Fundação Brigitte Bardot anuncia com tristeza o falecimento da sua presidente, Madame Bardot, atriz e cantora mundialmente conhecida que decidiu abandonar uma carreira de prestígio para se dedicar ao bem-estar animal”, lê-se na nota.
Bardot estava afastada da vida pública há décadas e vivia em Saint-Tropez, no sul de França. Nos últimos meses, tinha enfrentado problemas de saúde. Em novembro, foi internada pela segunda vez no espaço de um mês, após ter sido submetida a uma cirurgia em outubro relacionada com uma “doença grave”. Na altura, a família e a equipa pediram discrição e não divulgaram detalhes.
Nascida em Paris, em 1934, numa família burguesa, Bardot tornou-se um dos rostos mais reconhecidos do cinema europeu nos anos 1950 e 1960. A imagem de mulher livre e sensual foi consolidada com “E Deus Criou a Mulher” (1956), realizado por Roger Vadim, filme que a projetou internacionalmente e a transformou num fenómeno cultural.
Participou em cerca de 50 filmes, incluindo “A Verdade” (1960) e “O Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard, onde o corpo e a figura pública da atriz foram usados como símbolo e tensão narrativa. A sua carreira foi marcada pelo confronto com a moral conservadora e pela exposição mediática constante.

A vida pessoal também esteve sob escrutínio. Casou quatro vezes e teve um filho, Nicolas-Jacques Charrier, em 1960. A atriz falou várias vezes do desconforto com a maternidade e do peso da fama, assumindo que a liberdade que representava para o público nem sempre se traduziu em felicidade.
Em 1973, aos 39 anos, Bardot abandonou o cinema sem despedidas públicas. O motivo foi o desgaste e a recusa em continuar a ser imagem. A partir daí, dedicou-se exclusivamente à defesa dos animais, fundando e liderando a instituição que viria a anunciar a sua morte.




