Operação “Trademark 2026” mobilizou cerca de 800 militares em feiras e mercados de todo o país; febre do Campeonato do Mundo fez disparar venda de réplicas ilegais
Com o Campeonato do Mundo de Futebol de 2026 em pleno andamento, a febre do apoio às seleções fez disparar a procura por camisolas, cachecóis e bandeiras. No entanto, o mercado paralelo também cresceu e acabou na mira das autoridades. A Guarda Nacional Republicana (GNR) divulgou o balanço final da Operação “Trademark 2026”, uma ofensiva de âmbito nacional que resultou na apreensão de 13.360 artigos desportivos e de moda falsificados.
A operação, que decorreu entre os dias 1 de maio e 5 de junho de 2026 em todo o território continental, teve como foco a prevenção, deteção e repressão de crimes contra a propriedade industrial. O alvo principal das autoridades foram os locais de forte escoamento e produção de mercadoria ilegal, com especial incidência em feiras tradicionais, mercados e estabelecimentos comerciais.
O balanço da operação em números
Para asfixiar as redes de distribuição física, o dispositivo montado pela GNR aplicou dezenas de processos-crime e centenas de contraordenações:
- 48 ações de fiscalização direcionadas em vários pontos do país;
- 13.360 artigos contrafeitos apreendidos (com destaque para vestuário, calçado e acessórios de clubes e seleções nacionais);
- 49 crimes registados em flagrante no âmbito do Código da Propriedade Industrial;
- 390 autos de contraordenação lavrados;
- 24 suspeitos constituídos arguidos.
A megaoperação envolveu o empenho direto de 793 militares de diversas Unidades da Guarda. A ação foi coordenada entre os Comandos Territoriais e a Unidade de Ação Fiscal (UAF), que forneceu o apoio técnico e operacional especializado neste tipo de criminalidade económica.
“Apoiar Portugal também é não alimentar a economia paralela”
A GNR aproveitou o contexto do Mundial de Futebol para lançar um sério aviso aos adeptos, lembrando que a compra de imitações, embora pareça mais barata à primeira vista, financia circuitos comerciais ilícitos e redes organizadas.
“A aquisição de material contrafeito prejudica os agentes económicos legítimos, afeta a receita fiscal do Estado e retira quaisquer garantias de qualidade, segurança e rastreabilidade aos consumidores”, adverte a instituição em comunicado.
Desde 2022 que a GNR assume responsabilidades de relevo europeu nesta frente, sendo responsável pela coordenação da prioridade criminal da plataforma EMPACT da EUROPOL para os crimes de propriedade intelectual e contrafação de bens. A nível interno, a força de segurança integra ainda o Grupo Anti-Contrafação (GAC).
Quatro conselhos da GNR para não ser enganado:
Para evitar a compra inconsciente de material ilegal e garantir a segurança dos produtos, as autoridades aconselham os cidadãos a:
- Canais oficiais: Adquirir artigos apenas em lojas oficiais ou canais de venda autorizados;
- Desconfiar do preço: Rejeitar produtos que apresentem valores anormalmente baixos face ao mercado oficial;
- Análise de detalhes: Verificar com atenção a qualidade das etiquetas, costuras, embalagens e acabamentos;
- Exigir fatura: Solicitar sempre o respetivo comprovativo de compra.
Os cidadãos que pretendam denunciar pontos de venda de material contrafeito ou acompanhar os alertas de segurança emitidos pelas forças de segurança podem fazê-lo acedendo ao portal oficial da Guarda Nacional Republicana.




