O Agrupamento de Escolas de Fragoso, Barcelos, recebeu palestra que deixou uma mensagem clara: a escola não pode limitar-se a ensinar conteúdos — tem de formar cidadãos completos.
A sessão foi conduzida por José Teixeira, CEO do grupo dstGroup, e dirigida a professores e auxiliares de ação educativa.
Durante a intervenção, o responsável empresarial apontou o dedo ao modelo educativo tradicional, sublinhando que a formação integral dos jovens exige muito mais do que resultados académicos. Para José Teixeira, o sistema de ensino deve assumir um papel mais abrangente, integrando dimensões culturais, sociais e humanas.
Cultura, leitura e artes no centro da educação
Um dos pontos fortes da palestra foi a defesa de uma educação mais humanista. O CEO da dstGroup destacou a importância da cultura, da leitura e das artes como ferramentas fundamentais no desenvolvimento dos alunos. Segundo o orador, estes elementos ajudam a construir indivíduos mais críticos, sensíveis e preparados para os desafios da sociedade.
A valorização da beleza — seja na arte, na literatura ou noutras formas de expressão — foi também destacada como essencial. “Formar para a sensibilidade é tão importante como formar para o conhecimento técnico”, foi a ideia central transmitida.
Comunidade educativa reage positivamente
A iniciativa foi bem recebida pela comunidade escolar, que reconheceu a relevância dos temas abordados. Professores e auxiliares consideraram que este tipo de reflexão é crucial num momento em que o sistema educativo enfrenta novos desafios, desde a digitalização ao papel das competências emocionais.
A palestra integrou um conjunto mais amplo de atividades promovidas pelo agrupamento, com o objetivo de estimular o debate sobre práticas educativas e incentivar uma escola mais inclusiva e adaptada à realidade atual.
Educação sob pressão para mudar
Num contexto em que se discute o futuro da educação em Portugal, intervenções como esta ganham peso. A mensagem é direta: as escolas precisam de se reinventar. Não basta preparar alunos para exames — é necessário prepará-los para a vida.
Este tipo de iniciativas surge também como resposta a uma crescente preocupação com o equilíbrio entre conhecimento técnico e desenvolvimento pessoal. E deixa uma pergunta no ar: está o sistema educativo preparado para esta mudança?




