O PCP vai sair para a rua na próxima semana com uma ação de protesto pouco convencional: um “buzinão” contra o aumento do custo de vida, marcado para Braga e Guimarães.
A iniciativa, que junta contestação “pelo controlo dos preços” e “contra a guerra”, arranca em Braga na quarta-feira, às 08h00, na Rotunda das Piscinas (Rodovia).
No dia seguinte, quinta-feira, decorre em Guimarães, também às 08h00, na Alameda Dr. Alfredo Pimenta, junto à Escola Francisco de Holanda.
Protesto contra subida generalizada de preços
O partido justifica a ação com o aumento contínuo dos preços, especialmente nos combustíveis e bens essenciais, que considera estar ligado a uma “operação de especulação” por parte das empresas.
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, tem sido claro na crítica: “Estamos perante uma operação de especulação com efeito na vida de cada um de nós”, apontando diretamente às grandes empresas energéticas, banca e distribuição.
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PCP exige controlo e fixação de preços
A solução defendida pelo partido passa por uma intervenção direta do Estado. Para o PCP, baixar impostos não chega e é necessário avançar com medidas mais duras.
“Há uma medida concreta, que é regular e fixar os preços”, insistiu Paulo Raimundo, defendendo que o Governo deve atuar sobre:
- combustíveis,
- alimentos,
- energia,
- comissões bancárias e prestações.
O líder comunista argumenta que muitos dos aumentos atuais não se justificam, lembrando que o combustível vendido hoje foi adquirido há meses, reforçando a ideia de especulação.
Em 2022, no mês de Novembro, a mesmo rotunda foi palco de buzinão. Aumento do custo de vida esteve na base do protesto.
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Ação simbólica com mensagem política
O “buzinão” surge como forma de protesto visível e sonora em duas das principais cidades do Minho, numa altura em que o custo de vida continua a dominar o debate político.
Para o PCP, a mensagem é direta: sem controlo de preços, os consumidores continuam a pagar a fatura, enquanto grandes grupos económicos mantêm lucros elevados.
A ação promete gerar impacto nas horas de maior circulação, colocando pressão mediática sobre o Governo e trazendo o tema para o centro da agenda pública.




