Os pais de alunos do Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, estão em pé de guerra contra o aumento das propinas anunciado para o próximo ano letivo.
A contestação já deu origem a uma petição pública, que reúne centenas de assinaturas e exige explicações e revisão dos valores.
Segundo os encarregados de educação, os novos preços representam um aumento significativo e concentrado num único ano, agravado pela introdução de novos custos em serviços que antes eram gratuitos.
Subidas chegam aos 735 euros por aluno
Os números não deixam margem para dúvidas. Em praticamente todos os ciclos, o aumento ronda os 510 euros por aluno por ano, mas pode atingir os 735 euros no 1.º ciclo, devido à introdução de pagamento pelo prolongamento.
Entre as principais alterações estão:
- aumento da anuidade em cerca de 465 euros,
- subida da inscrição de 205 para 250 euros,
- criação de um custo para prolongamento no 1.º ciclo (75 euros por período),
- aumento adicional no preço das refeições.
No caso do ensino secundário, por exemplo, o custo anual passa de cerca de 3.130 euros para 3.640 euros.
Impacto pesado nas famílias
Os pais alertam que o impacto real pode ser ainda maior, sobretudo para famílias com mais do que um filho.
“O aumento pode ultrapassar 1.000 a 2.000 euros adicionais por ano”, referem, tendo em conta todos os encargos associados.
Além disso, sublinham que os valores apresentados não incluem refeições, que também sofreram aumentos, agravando ainda mais a fatura final.
Exigem explicações e diálogo
Na petição, os encarregados de educação pedem:
- esclarecimento público e transparente sobre os aumentos,
- revisão dos valores apresentados,
- abertura de diálogo com a comunidade educativa.
O apelo foi também dirigido à Arquidiocese de Braga, entidade ligada à gestão do colégio, para que intervenha e garanta decisões alinhadas com princípios de justiça e responsabilidade social.
Tensão cresce na comunidade educativa
A contestação reflete um problema mais amplo: o aumento dos custos no ensino privado e o impacto direto nas famílias.
Os pais deixam uma mensagem clara: a educação continua a ser prioridade, mas decisões desta dimensão não podem ser tomadas sem explicações nem diálogo.
A polémica promete marcar os próximos meses no colégio bracarense, numa altura em que muitas famílias já começam a preparar o próximo ano letivo.
O E24 procura saber junto do colégio as razões para tal aumento, mas até ao momento sem sucesso.




