A Federação Nacional da Educação (FNE) vai reunir com o Governo no próximo dia 6 de abril, numa reunião onde estarão em cima da mesa as condições dos trabalhadores de apoio educativo — um tema que o sindicato considera crítico para o funcionamento das escolas.
O encontro está marcado para as 15h00, no Ministério das Finanças, em Lisboa, e contará com a presença da Secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido, e do ministro da Educação, Fernando Alexandre.
Trabalhadores “essenciais”, mas pouco valorizados
A FNE não poupa nas palavras: os trabalhadores de apoio educativo são descritos como “pilares essenciais das comunidades educativas”, responsáveis por garantir o funcionamento diário das escolas.
Entre estes profissionais estão assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos especializados, que asseguram tarefas fundamentais como:
- apoio a alunos e professores,
- manutenção dos espaços escolares,
- criação de ambientes seguros e inclusivos.
Ainda assim, o sindicato denuncia que este trabalho continua a ser “invisível” para o poder político e para a sociedade.
Salários baixos e excesso de trabalho
A principal crítica prende-se com as condições laborais. A FNE aponta para:
- carreiras desajustadas,
- salários insuficientes,
- falta de recursos humanos,
- sobrecarga de trabalho.
Segundo o comunicado, estas condições não refletem a importância real destes profissionais no sistema educativo.
Pressão para mudanças
A reunião terá como objetivo central discutir estas проблемáticas e pressionar o Governo a avançar com soluções concretas.
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A FNE garante que vai manter uma posição firme: defender a valorização das carreiras e melhores condições de trabalho, considerando que só assim será possível garantir uma escola pública de qualidade.
A delegação será liderada pelo secretário-geral Pedro Barreiros, acompanhado pela vice-secretária-geral Cristina Ferreira.
Educação em alerta
O encontro acontece num contexto de crescente pressão sobre o sistema educativo, onde a falta de pessoal e o desgaste dos profissionais têm vindo a acumular-se.
A mensagem do sindicato é direta: sem trabalhadores valorizados, o funcionamento das escolas fica comprometido.




