O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, confirmou hoje que Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil.
Recorde-se que o presidente da Câmara de Ponte da Barca chegou a exigir ao Governo que ativasse este mecanismo há 15 dias atrás a quando dos enormes incêndios que afetaram o Alto Minho.
O país solicitou o apoio de quatro aviões Canadair para reforçar as operações de combate aos incêndios, que se agravaram durante a noite na Lousã devido às condições meteorológicas adversas.
Num briefing em Carnaxide, Silvestre explicou que, apesar de inicialmente ter sido acionada a cooperação bilateral — com Espanha e Marrocos a disponibilizarem meios aéreos — a falha na contenção dos fogos, sobretudo na Lousã, exigiu uma resposta mais robusta.
O fogo chegou a percorrer 30 km em apenas três horas, atingindo um perímetro de 208 km.
Portugal torna‑se assim o sétimo país a recorrer ao mecanismo europeu este verão, numa altura em que se regista uma onda de incêndios sem precedentes.
Entretanto, há menos de duas semanas, o Governo havia afirmado que ainda não se tinha feito uso deste mecanismo, lembrando que ele é ativado apenas “em último recurso” e que até então a operação contava com 72 meios aéreos mobilizados — incluindo nove só na região de Vila Real.
As condições meteorológicas, o fumo e a visibilidade limitaram, no entanto, o seu efetivo desempenho.
“Desafiam os limites operacionais”
“Este alerta reforça a urgência de prepararmos respostas coordenadas a eventos extremos que já desafiam os limites operacionais — e climáticos”, frisa. diretor do jornal E24, Nuno Cerqueira.
“A ativação do mecanismo europeu sublinha a gravidade da situação e a necessidade de solidariedade internacional”, destaca ainda Nuno Cerqueira




