O homem morto a tiro na madrugada de domingo, na Póvoa de Varzim, foi identificado como Rafael Lourenço, de 35 anos, de nacionalidade brasileira.
Segundo as autoridades, era suspeito de liderar uma rede criminosa no Brasil ligada ao tráfico de droga, branqueamento de capitais e homicídios.
Rafael, que vivia atualmente em Lisboa, continuava a ser procurado pelas autoridades brasileiras.
De acordo com a investigação, integrava um grupo conhecido como “Os Fantasmas do Cajuru”, que operava principalmente na zona de Curitiba, no estado do Paraná.

Terá fugido para Portugal para evitar a detenção
O crime ocorreu por volta das 05h00 de domingo, na rua Dr. Artur Aires, quando a vítima foi atingida com pelo menos cinco disparos, um deles na cabeça.
A Polícia Judiciária do Porto apurou que o cenário indica uma possível perseguição, com a vítima a tentar escapar do atirador antes de ser abatida a curta distância.
Ainda não é conhecido o motivo exato do homicídio, mas a PJ investiga possíveis ligações a ajustes de contas relacionados com atividades ilícitas.
A falta de testemunhas e evidências no local torna a investigação ainda mais desafiadora.
A morte do brasileiro reaviva memórias do assassinato de João Fernandes, ocorrido em circunstâncias semelhantes. João Fernandes, que lidava com a legalização de carros importados, foi morto a tiros em seu escritório na Rua dos Ferreiros, também na Póvoa de Varzim, durante o horário de almoço.
Até hoje, o autor desse crime permanece em liberdade, sem ser identificado pelas autoridades.




