O Programa de Monitorização em Portugal Continental revela a predominância de plástico de uso único e a degradação de resíduos na orla costeira.
O Município da Póvoa de Varzim continua a colaborar ativamente no Programa de Monitorização do Lixo Marinho, uma estrutura coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) em parceria com as Administrações de Região Hidrográfica, a Associação Bandeira Azul e 11 autarquias costeiras. O levantamento de dados decorre em 15 zonas balneares do país, incluindo a Praia da Barranha, na freguesia da Estela.
A avaliação referente às campanhas realizadas em 2024 e 2025 revelou que os plásticos continuam a ser o resíduo mais abundante nas praias continentais, representando 89,5% dos itens recolhidos em 2024 e 88% em 2025. O estudo, estruturado em 10 categorias e 193 tipos de resíduos, assinalou ainda a presença de artigos sanitários (5,8%), papel e cartão (1,3%) e metal (1,6%).
Os dados apurados indicam que os fragmentos de plástico em degradação correspondem a quase metade dos resíduos recolhidos. Além disso, a proporção de Plásticos de Utilização Única (PUU) registou uma subida, passando de 27% em 2024 para 31% em 2025. Os artigos associados a atividades marítimas mantiveram-se nos 3%, ao passo que mais de 80% do lixo inventariado não permitiu identificar uma origem direta.
O programa cumpre as orientações internacionais da Convenção OSPAR para a Proteção do Meio Marinho do Atlântico Nordeste. As recolhas de amostragem realizam-se quatro vezes por ano, nos meses de janeiro, abril, julho e outubro, integrando no Norte as praias do Cabedelo e Arda, em Viana do Castelo, a Praia da Barranha, na Póvoa de Varzim, e São Félix da Marinha, em Vila Nova de Gaia.















