O valor mediano da habitação em Portugal voltou a subir: no 2.º trimestre de 2025 atingiu 2.065 euros/m², mais 19% face ao mesmo período de 2024, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
O aumento anual foi de 5,8% face ao trimestre anterior.
As subidas mais acentuadas concentraram‑se na periferia das áreas metropolitanas — casos como Moita, Vale de Cambra, Famalicão e Faro registaram crescimentos expressivos (ex.: Moita +31,2%; Vale de Cambra +28,6%; Famalicão +29,4%; Faro +29,1%). Lisboa mantém‑se como o concelho mais caro do país, seguida de Cascais e Oeiras.
No extremo oposto, alguns concelhos do Norte apresentaram os menores acréscimos anuais (Alto Minho +12,5%).
Entre esses, Barcelos e Vila do Conde destacam‑se como municípios onde os preços menos subiram, integrando o grupo de concelhos com crescimento mais moderado face ao forte ajuste observado noutras zonas periurbanas e costeiras.
Especialistas ouvidos pelo INE e agentes do setor apontam para dois fatores principais: deslocação da procura para a periferia por falta de acessibilidade às grandes cidades e pressão dos fluxos migratórios e de investimento estrangeiro nas áreas metropolitanas. A Associação dos Mediadores do Imobiliário (ASMIP) antecipa que a tendência de subida se mantenha ainda por cerca de um ano, até a maior oferta de nova construção começar a aliviar a pressão sobre os preços.
Dados adicionais: o INE analisou 41.608 alojamentos familiares transacionados no trimestre.
Concelhos como Lagos, Albufeira, Coimbra e Cascais chegaram mesmo a registar quedas trimestrais pontuais (ex.: Lagos -8,7%; Albufeira -5,4%). No panorama regional, o Baixo Alentejo teve o maior aumento (+38,7%), seguido do Ave (+33,8%).




