A circulação de veículos pesados na Via de Cintura Interna (VCI), no Porto, deverá ser proibida já a partir de junho.
A medida está em preparação e surge como resposta direta ao congestionamento crónico numa das principais artérias da cidade.
O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, que admite que a proibição poderá entrar em vigor no início do segundo semestre deste ano.
O objetivo é claro: retirar da VCI os camiões que apenas utilizam a via como corredor de passagem, sobretudo nas ligações entre o norte e o sul do país.
A restrição não será total. A autarquia prevê exceções para veículos que tenham como destino efetivo a cidade do Porto. Ou seja, quem precisar de entrar na cidade para cargas e descargas continuará a poder circular, mas o trânsito de atravessamento será travado.
A implementação ainda depende de uma solução técnica que permita fiscalizar a medida. Em cima da mesa está um sistema automatizado, possivelmente com ligação às autoridades, capaz de identificar os veículos autorizados e impedir abusos.
Pedro Duarte admite que a decisão final caberá ao Governo, mas garante que o processo está a avançar. A Câmara do Porto e a Área Metropolitana estão a trabalhar em conjunto para acelerar a concretização.
A medida surge numa altura em que o trânsito na VCI continua a ser um dos maiores problemas urbanos da região.
Filas diárias, tempos de viagem imprevisíveis e pressão sobre a infraestrutura são queixas recorrentes de quem utiliza a via.
Em paralelo, o autarca revelou que está também em estudo a possibilidade de tornar os transportes públicos gratuitos na cidade, antecipando uma promessa inicialmente prevista apenas para 2027. A subida do custo de vida, nomeadamente dos combustíveis, está a acelerar essa discussão.
Outra das apostas passa pela renovação da frota de transportes. Já estão em circulação novos autocarros elétricos, com investimento financiado por fundos europeus, numa tentativa de tornar a mobilidade mais sustentável.
A proibição de pesados na VCI será articulada com outras medidas, como a utilização da A41 (Circular Regional Exterior do Porto) como alternativa. Recorde-se que esta via deixou recentemente de ter portagens para veículos pesados, precisamente para desviar tráfego da VCI.
Se avançar como previsto, junho marcará uma mudança significativa na circulação rodoviária no Porto, com impacto direto na mobilidade diária de milhares de condutores.





Como se os pesados é que fossem a causa dos trânsito na VCI. Estes políticos são mesmo estúpidos, será que eles (C.M.Porto) tem a noção dos custos, mesmo sem portagens do desvio pela A41??? E faz algum sentido os camiões que vão apanhar a A28 para se dirigir à zona de Viana do Castelo e para Espanha por Vila Nova de Cerveira terem de ir dar a volta também pela A41????
E no contexto actual, com os preços do combustível a aumentar devido ao conflito no médio oriente já se deram ao trabalho de fazer as contas à quantidade de gasóleo que se gasta a mais e o consequente custo económico?