Paulo Cunha, presidente da Comissão Política Distrital de Braga do PSD e recandidato ao cargo, dirigiu uma carta aberta aos militantes de Barcelos para reiterar o seu compromisso com o concelho.
Na carta, o eurodeputado lembra que a lista que lidera traz a responsabilidade de quem dirigiu o partido no distrito em vários ciclos eleitorais, com vitórias expressivas em autárquicas e legislativas.
Sublinha que, ao longo desses mandatos, envolveu activamente todas as secções e promoveu uma estratégia de proximidade que mobilizou militantes e dirigentes.
No balanço do mandato, Cunha destaca o trabalho desenvolvido com os deputados eleitos por Barcelos, Ricardo Barroso e Leandro Ferreira, lembrando que foi sob a sua liderança que o concelho elegeu dois deputados à Assembleia da República.
Garante que, se for reeleito, continuará a trabalhar com o presidente da Câmara, Mário Constantino, e com todos os autarcas locais para concretizar as legítimas ambições da população.
Entre as prioridades está a defesa de projectos estruturantes que exigem financiamento nacional e europeu, como o Hospital de Barcelos, cujo apoio tem sido reivindicado publicamente. O candidato adianta ainda que a sua equipa integrará Miguel Fernandes, Adélio Miranda e José Novais, representando diferentes gerações de social‑democratas e mantendo ligação aos militantes de Barcelos.
A mensagem de Cunha surge num contexto de disputa interna sem precedentes. Nas eleições de 28 de fevereiro, o actual líder distrital enfrenta uma lista alternativa encabeçada por Carlos Eduardo Reis, vereador da Câmara de Barcelos, que defende a abertura de um novo ciclo político no PSD de Braga.
De acordo com notícias do E24, é a primeira vez em mais de vinte anos que a distrital é disputada por duas listas, num confronto que pode influenciar o rumo do partido. Reis, advogado, propõe renovação interna, valorização de novos protagonistas e uma distrital mais estratégica, dando prioridade à habitação, mobilidade e cultura, tratando de forma equilibrada as catorze secções e defendendo que eleições disputadas demonstram vitalidade democrática.
A campanha tem dividido concelhias. Vila Verde anunciou que apoia e integra a lista de Reis, enquanto Fafe defendeu uma alternância na liderança.
Em Braga, a direção concelhia apoia Paulo Cunha, que sublinha a experiência acumulada como autarca em Famalicão e eurodeputado.
O debate centra‑se na representatividade territorial, na necessidade de renovar quadros e na ligação às bases.
Independentemente do desfecho, ambos os candidatos dizem querer unir o partido. Cunha promete continuidade e reforço dos resultados já alcançados. Reis promete abrir espaço a novas sensibilidades e aproximar a distrital das secções. Os militantes decidirão se preferem a estabilidade associada a Paulo Cunha ou a mudança proposta por Carlos Eduardo Reis.




