Durante dois meses, de 20 de outubro a 19 de dezembro e no período das 23 às 06h00, o trânsito vai estar cortado na Ponte Eiffel de Viana do Castelo.

Qual o motivo?
Segundo a Câmara de Viana do Castelo, mas com a obra a ser da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal, será necessário realizar uma empreitada que tem como objetivo “a colocação de barreiras para proteção à catenária”, situação reclamada há já algum tempo pelos vianenses.
“Nesse sentido, a entidade informa que, no que toca a trânsito rodoviário, o equipamento de elevação ocupa as duas faixas, o que leva a restrição no trânsito sobre a ponte, das 23h00 às 06h00, em período noturno”, lê-se na nota enviada ao E24.
A linha férrea?
O trânsito ferroviário será também condicionado, com interdição noturna das 00h00 às 05h00, devido a trabalhos
próximos à catenária que exigem corte de tensão.
Apesar da obra em curso, haverá permissão ao trânsito de peões, bicicletas e motociclos.
A instalação da proteção definitiva vai permitir a remoção das redes provisórias e a reabertura da circulação pedonal do passeio existente do lado da via-férrea nas rampas de acesso ao tabuleiro superior rodoviário da ponte Eiffel.
A história da ponte
Desde 1878, a Ponte Eiffel é um dos maiores ícones de Viana do Castelo, pontuando o estuário do Lima e marcando a paisagem urbana da cidade.
Esta ponte de ferro substituiu a precária ponte de madeira e trouxe uma força e modernidade indiscutível à cidade no ano de 1878 por proporcionar a chegada do comboio, apelidado pelas gentes de então de “cavalo negro que deitava fumo”, dando um novo impulso às ligações do norte de Portugal com a vizinha Galiza.
A 30 de junho desse ano, foi inaugurado o troço ferroviário entre Darque e Caminha, tendo a cerimónia sido
realizada no edifício provisório da Estação de Viana do Castelo.
Este monumento, que estrutura a EN13 e a Linha do Minho sobre o Rio Lima, é também um símbolo da arquitetura do ferro em Portugal, uma obra monumental para a sua altura, com 645 metros de comprimento e dois tabuleiros metálicos, sendo o superior rodoviário, para trânsito automóvel e pedestre, e o inferior ferroviário.




