Projeto que já passou por Braga no Theatro Circo chega agora a Viseu e prepara apresentação final em Lisboa
Depois de meses de trabalho criativo, o projeto “Três Tempos” chega agora a Viseu com um espetáculo marcado para 2 de abril, às 19h00, no Teatro Viriato. O momento marca a estreia local de um processo artístico construído ao longo de seis meses por jovens participantes, que encontraram na música uma forma de expressão e identidade.
O projeto junta o músico xullaji, uma das referências do hip-hop português, e Bruno Pinto, artista local ligado à Gira Sol Azul, numa experiência de cocriação que cruza escrita, composição, gravação e experimentação sonora.
O que vem aí: Viseu recebe espetáculo único
O espetáculo que sobe ao palco do Teatro Viriato promete fugir ao formato tradicional. Mais do que um concerto, trata-se de uma construção coletiva de experiências, vivências e sons, onde cada participante contribui com a sua identidade.
Durante o processo, os jovens exploraram novas formas de pensar a música, desconstruindo conceitos como canção, instrumento e performance. O resultado é uma proposta artística que mistura linguagens e desafia o formato clássico de espetáculo.
A entrada tem um valor simbólico de 2,50 euros, sem descontos, e o evento é recomendado para maiores de 6 anos.
O que já aconteceu: Braga abriu caminho
Antes de chegar a Viseu, o projeto já passou por Braga, onde os participantes apresentaram o resultado do processo no Theatro Circo, no passado dia 21 de março.
Esse momento revelou uma abordagem pouco convencional à música, centrada na experimentação e na criação coletiva. A performance destacou-se pela mistura de sons, palavras e interpretações, num formato que rompe com os padrões habituais.
A curadoria desta edição esteve a cargo de xullaji, que acompanhou o projeto desde novembro, orientando os participantes na construção de uma linguagem própria.
Três cidades, um projeto
“Três Tempos” decorre em Viseu, Braga e Lisboa, numa parceria entre o Teatro Viriato, Theatro Circo e Culturgest. Em cada cidade, os grupos desenvolvem processos distintos, mas ligados por uma mesma lógica: a criação como ferramenta de reflexão e expressão social.
Em Braga, o acompanhamento ficou a cargo do artista Tiago Sampaio, enquanto em Lisboa participa também Beatriz Pessoa.
Final em Lisboa junta todos os grupos
O projeto culmina a 18 de abril, na Culturgest (Lisboa), onde os três grupos se vão reunir para uma apresentação conjunta.
Esse momento final pretende mostrar as diferentes abordagens criativas desenvolvidas em cada cidade, mantendo o foco na diversidade de processos e na liberdade artística.
Mais do que música
Mais do que um espetáculo, “Três Tempos” afirma-se como um espaço de experimentação e construção coletiva, onde a música serve de ponto de encontro.
A passagem por Viseu será um dos momentos-chave do projeto — e uma oportunidade para ver de perto uma nova geração a reinventar a forma como se faz e se pensa a criação artística.



