A crise energética volta a colocar pressão sobre o tecido económico do Norte e já levou os presidentes das câmaras de Braga e Barcelos a reagirem publicamente.
As mensagens são claras: há preocupação, pedidos de apoio ao Governo e preparação de medidas locais para enfrentar um cenário que pode agravar-se nos próximos meses.
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Em Barcelos, o presidente da Câmara, Mário Constantino Lopes, assume sem rodeios que o momento exige ação rápida e coordenação institucional. O autarca revela que já foi solicitado um encontro ao Ministério da Economia, através do Pentágono Urbano e da CIM do Cávado, com um objetivo direto: garantir apoio às empresas e antecipar impactos mais graves.
“Estamos muito preocupados, atentos e em contacto com o Governo”, afirmou, sublinhando que a crise não atinge apenas a indústria.
“Não afeta só as empresas, afeta também o setor social e o setor público”, alertou.
O presidente da autarquia de Barcelos admite que o município está já a preparar-se para responder, caso o cenário se agrave. “Temos de garantir que a vida não pare e que consigamos resistir a uma crise que se adivinha”, reforçou.
Já em Braga, o tom é mais controlado, mas igualmente atento. O presidente da Câmara, João Rodrigues, garante que o concelho dispõe de uma estrutura sólida para responder a situações dentro do expectável.
“Temos uma estrutura robusta, com meios atualizados, que permite às pessoas viverem com tranquilidade”, afirmou, sublinhando que o município está preparado para cenários normais e previsíveis.
No entanto, o autarca admite limites quando se trata do imprevisível. “Não sabemos o grau dessa imprevisibilidade nem os seus efeitos”, reconheceu, deixando claro que o município está a trabalhar em novas soluções.
Segundo João Rodrigues, estão já em desenvolvimento medidas de curto e médio prazo para reforçar a resposta local e preparar o território para eventuais agravamentos da crise energética.
O que une as duas posições é evidente: a incerteza energética está a obrigar os municípios a sair da reação e passar à antecipação.
Entre pedidos ao Governo e reforço de estruturas locais, o Norte começa a preparar-se para um cenário que pode testar, mais uma vez, a resiliência das empresas e das populações.



