Airbus A220-300 da Croatia Airlines interrompeu a manobra a cerca de 240 km/h sob chuva forte; nenhum dos 135 ocupantes a bordo ficou ferido
Um Airbus A220-300 da companhia Croatia Airlines saiu parcialmente da pista no aeroporto de Split, na Croácia, após os pilotos abortarem o procedimento de descolagem em alta velocidade. A aeronave operava o voo OU412 com destino a Frankfurt, na Alemanha, transportando cerca de 130 passageiros e cinco tripulantes. Apesar do forte impacto e do susto na cabine, ninguém sofreu ferimentos.
O incidente ocorreu no aeroporto de Split, um dos principais pontos turísticos do litoral croata, banhado pelo Mar Adriático. Registos de vídeo captados por passageiros a bordo e partilhados nas redes sociais mostram o momento em que o jato acelerava pela pista sob chuva intensa até sofrer uma guinada brusca para o lado esquerdo, deslizando para a área de relva lateral.
De acordo com os dados avançados pelas autoridades aeroportuárias e pela imprensa internacional, o avião já tinha atingido uma velocidade de aproximadamente 131 nós — o equivalente a 240 km/h — quando a tripulação tomou a decisão de interromper a descolagem.
Durante o processo de travagem extrema em piso molhado, uma parte do trem de aterragem abandonou o asfalto, levando a que o motor esquerdo colidisse contra placas de sinalização e sistemas de iluminação lateral da pista. Imagens do interior mostram lama e água a serem projetadas contra as janelas enquanto se ouviam gritos na cabine. A tripulação conseguiu estabilizar o aparelho na zona de relva, prescindindo de uma evacuação de emergência pelas mangas insufláveis.
Em comunicado oficial, a Croatia Airlines garantiu que a manobra de rejeição de descolagem foi executada “de acordo com os procedimentos de segurança previstos” e que todos os ocupantes saíram em segurança pelas vias normais. Os passageiros receberam assistência no terminal e foram reencaminhados para o destino noutro voo.
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Investigação em curso e impacto no aeroporto
As autoridades de aviação civil da Croácia já iniciaram um inquérito formal para apurar as causas exatas do sucedido, tendo recolhido as caixas-negras (gravadores de dados de voo e de voz da cabine). Entre as várias hipóteses em cima da mesa encontram-se uma eventual falha mecânica, perda de potência num dos motores ou o efeito das condições meteorológicas adversas, caracterizadas por vento lateral e chuva forte.
A aeronave envolvida no incidente, com a matrícula 9A-CAN, tinha menos de um ano de operação, tendo sido entregue à transportadora em 2025 e acumulando menos de 2 mil horas de voo. Na sequência do incidente, a pista do aeroporto de Split esteve temporariamente encerrada para a remoção do avião e inspeção da pista, o que causou atrasos e cancelamentos na operação aeroportuária da região.




