O suspeito do ataque com gás ocorrido no Metro do Porto, na estação de Ramalde, já está em prisão preventiva.
A confirmação foi feita pelo Comando Metropolitano do Porto da PSP, que anunciou a conclusão da investigação ao caso registado a 18 de março.
O incidente provocou seis feridos, três dos quais necessitaram de transporte hospitalar. A situação gerou momentos de pânico entre cerca de 50 passageiros, obrigando à ativação de alarmes e à interrupção da circulação durante aproximadamente uma hora.
De acordo com a PSP, o ataque não foi aleatório
As autoridades apuraram que o suspeito agiu por retaliação, depois de ter sido impedido por passageiros de furtar a carteira a um homem de 70 anos, momentos antes, na mesma composição.
Após o ataque, o indivíduo colocou-se em fuga, desencadeando uma investigação por parte da Polícia de Segurança Pública. As diligências da Investigação Criminal permitiram identificar o suspeito e reunir provas consideradas determinantes.
A detenção ocorreu no passado dia 25 de março, numa operação realizada na baixa do Porto. O homem, de 46 anos e de nacionalidade estrangeira, foi intercetado na posse de uma botija de gás, uma faca e um telemóvel furtado.
Depois de presente às autoridades judiciais, o Tribunal de Instrução Criminal do Porto determinou a aplicação da medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.
O caso levanta novas preocupações sobre a segurança nos transportes públicos, num episódio que poderia ter tido consequências mais graves não fosse a intervenção inicial dos passageiros.



