O eurodeputado Hélder Sousa Silva congratulou-se, em Estrasburgo, com os ajustes propostos aos programas europeus destinados a reforçar a capacidade de defesa da União Europeia, considerando que estes respondem a uma realidade de segurança que “mudou profundamente nos últimos tempos”.
Intervindo no debate sobre o plano ReArm Europe, o eurodeputado português defendeu que o esforço de rearmamento deve ser alargado a todo o tecido económico e científico europeu. “Para que todos os Estados-membros contribuam, todos devem participar, desde as PME às universidades”, afirmou.
Na análise à proposta do Parlamento Europeu e do Conselho que altera os regulamentos da União relativos aos investimentos no setor da defesa, Hélder Sousa Silva destacou vários pontos-chave. Entre eles, a abertura dos programas e fundos europeus às Forças Armadas, a possibilidade de utilização dos Fundos de Coesão para reforçar a resiliência dos Estados-membros e a prioridade dada à segurança, proteção civil e mobilidade militar.
UE: Hélder Sousa Silva saúda aumento do orçamento europeu para 2026
O eurodeputado sublinhou ainda que a União Europeia enfrenta desafios estruturais claros: a necessidade de produzir mais depressa, inovar melhor, reduzir a dependência de países terceiros e aliviar a carga burocrática. Nesse contexto, saudou a inclusão de temas como a Inteligência Artificial aplicada à investigação e desenvolvimento e à produção industrial militar, bem como a referência às ameaças híbridas, onde equipamentos e infraestruturas de duplo uso ganham crescente relevância.
Membro das Comissões de Defesa e do Orçamento do Parlamento Europeu, Hélder Sousa Silva concluiu lembrando que o sucesso do plano depende da inclusão. “Se queremos que todos contribuam, temos de garantir que todos podem participar”, afirmou.



