O ano de 2026 deverá trazer algum alívio no ritmo de subida dos preços, com a inflação a recuar para 2,1%, mas isso não impedirá novos aumentos em vários bens e serviços essenciais.
Rendas da casa, telecomunicações, transportes públicos e portagens vão subir, pressionando o orçamento das famílias, apesar de algumas exceções pontuais.
As rendas das casas vão ser atualizadas em 2,24%, de acordo com o coeficiente definido pelo INE. Na prática, uma renda de 1.000 euros passará a custar mais 22,40 euros por mês. Este aumento acompanha a inflação, mantendo a habitação como uma das principais fontes de pressão financeira.
Na eletricidade, os mais de 800 mil consumidores do mercado regulado vão enfrentar uma subida média de 1% a partir de janeiro. Segundo a ERSE, este aumento representa entre 18 e 28 cêntimos por mês. Já no mercado liberalizado, a EDP Comercial e a Galp anunciaram descidas reais entre 0,5% e 1%, apesar do aumento das tarifas de acesso às redes. Mantêm-se também os descontos da tarifa social, com poupanças relevantes para os agregados mais vulneráveis.
Os preços da água deverão aumentar na maioria dos municípios, depois de o regulador recomendar uma atualização de 1,8% nas tarifas em alta. No gás natural, mantém-se em vigor até setembro a subida de 1,5% já aplicada em outubro, que se traduz num acréscimo médio de até 36 cêntimos mensais.
Nos transportes, a CP vai atualizar os preços dos bilhetes em 2,26%. Uma viagem simples no Alfa Pendular entre Lisboa e Porto passa a custar 49,90 euros em classe Conforto. Os passes sociais, como o Passe Ferroviário Verde, Navegante e Andante, mantêm os preços atuais, mas os bilhetes ocasionais sobem entre cinco e 10 cêntimos. Em Lisboa, a Carris também aumenta tarifas, com o bilhete de bordo a subir para 2,30 euros.
As telecomunicações acompanham a inflação. NOS, Meo e Vodafone já anunciaram atualizações de preços em 2026, embora com exceções para novos contratos, marcas digitais e alguns tarifários específicos.
As portagens das autoestradas vão aumentar 2,29%, resultado da inflação homóloga sem habitação e de compensações às concessionárias. Ainda assim, haverá novas isenções em algumas vias, sobretudo no interior e em zonas do Alentejo e Centro.




