Emprego, empreendedorismo, reconversão profissional e inteligência artificial estão no centro da nova edição da Start Esposende, que decorre com 27 expositores, mais de 200 oportunidades de trabalho e dezenas de momentos de partilha dirigidos a jovens, profissionais e empresas. Termina esta quinta-feira na zona ribeirinha de Esposende.
A diretora da Start Esposende, Joana Barbosa, explicou que o evento continua focado em “orientar as pessoas para o futuro”, independentemente da fase profissional em que se encontrem.
“Temos pessoas à procura do primeiro emprego, pessoas em conversão de carreira e outras a criar o seu próprio projeto. O objetivo é que cada visitante encontre respostas concretas”, afirmou.
Segundo Joana Barbosa, o espaço reúne entidades capazes de apoiar diferentes perfis, desde quem procura melhorar competências técnicas e pessoais até quem pretende criar um negócio ou perceber que apoios existem no território.
“Seja qual for o público, estão convidados a vir cá porque temos sempre muita oferta disponível para cada um deles”, destacou.
A responsável sublinhou ainda que o evento não termina no primeiro dia. “Amanhã voltamos com momentos diferentes em palco e também com alguns expositores diferentes”, acrescentou.
A incubadora Start Esposende aproxima-se do sexto aniversário e apresenta números que considera positivos. Segundo Joana Barbosa, já passaram pela estrutura “perto de uma centena de projetos”, sendo que “mais de meia centena está no mercado”.
Além da incubação, a responsável destacou o papel da Start Esposende na captação de investimento.
“Já captámos 80 milhões de euros para o território, principalmente em projetos industriais”, revelou.
A estrutura também acolhe nómadas digitais e trabalhadores remotos, promovendo regularmente ações de capacitação ligadas ao empreendedorismo e ao digital.
Um dos temas em destaque nesta edição é precisamente a inteligência artificial. Daniel Alves de Oliveira, representante da tecnológica portuguesa E-goi, defendeu que a IA deve ser encarada como uma ferramenta de crescimento e não como ameaça.
“A IA está cá, veio para ficar, mas as nossas funções podem ser escaláveis e automatizadas”, afirmou.
O responsável explicou que a empresa procura usar a inteligência artificial para “destacar os superpoderes dos super-humanos”, reforçando competências humanas como pensamento crítico, estratégia e relação com clientes.
“Esta relação humana é fundamental”, sublinhou.
A Escola Secundária Henrique Medina também marcou presença no evento, apresentando a sua oferta formativa aos jovens que começam a decidir o futuro académico e profissional.
Ana Pinto explicou que os cursos profissionais da escola abrangem áreas como saúde, informática, gestão e intervenção psicossocial, permitindo igualmente prosseguimento de estudos no ensino superior.




