Uma situação de suspeita de abuso sexual envolvendo crianças adolescentes na EBI de Apúlia, concelho de Esposende, está a ser acompanhada pelas autoridades, tendo já desencadeado vários mecanismos institucionais de resposta, incluindo a intervenção da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ).
O caso ocorreu nos últimos dias de aulas antes de período de férias escolares da Páscoa, envolvendo crianças com “condições especiais”.
Fonte da direção do Agrupamento Escolar António Correia de Oliveira, de onde faz parte esta escola, confirmou o caso, acrescentando que todas as medidas foram tomadas “em tempo oportuno”, tanto ao nível das autoridades competentes como internamente no agrupamento escolar.
“O caso está agora a ser analisado, estando em curso procedimentos formais para apuramento de factos”, refere a mesma fonte.
Apesar da gravidade das suspeitas, é deixado um apelo à contenção na divulgação de informação, tendo em conta a natureza sensível da situação e a necessidade de proteger as crianças envolvidas.
“Com o devido cuidado e respeito pelas características das crianças, este tipo de situações exige recato”, foi referido, sublinhando que parte da informação que circula publicamente “não corresponde aos primeiros dados apurados”.
CPCJ já no terreno
A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) já interveio no caso, estando a acompanhar a situação de perto, em articulação com a escola e outras entidades, nomeadamente autoridades policiais.
Também a direção do agrupamento escolar terá desencadeado um processo interno e estabelecido contacto com pais das crianças envolvidas, associação de pais, numa tentativa de tranquilizar a comunidade educativa.
Alarme social e versões contraditórias
O caso tem gerado preocupação entre encarregados de educação, mas as autoridades alertam para o risco de amplificação de informações não confirmadas.
“Percebemos o desespero e sofrimento dos pais, mas há um alarme social que pode ser exagerado”, foi referido, admitindo que algumas versões divulgadas “acrescentam factos que não existem”.
Regresso à normalidade é prioridade
A prioridade passa agora por garantir a segurança das crianças e restabelecer a confiança no ambiente escolar. Para os próximos dias, há indicações de que serão reforçadas medidas de acompanhamento e vigilância.
“Depois de apurados os factos, o objetivo é que as crianças regressem com confiança à escola”, foi assegurado.
Até ao momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre o alegado caso, estando as investigações em curso.




