Mais de 50 trabalhadores da Intelcia, empresa prestadora de serviços de call center, concentraram-se esta terça-feira junto à Câmara de Fafe para pedir ao executivo que prolongue até 31 de dezembro o prazo de saída do edifício municipal onde a empresa está instalada.
Em causa está um espaço pertencente à autarquia, cedido há vários anos para permitir a fixação da empresa e dos postos de trabalho no concelho. A Câmara de Fafe pretende agora recuperar o edifício para instalar ali serviços da Proteção Civil municipal e da Polícia Municipal, tendo comunicado à empresa que deverá sair até 31 de julho.

A porta-voz dos trabalhadores, Inês Silva, explicou que o prazo dado pela autarquia é considerado curto pela empresa e pelos trabalhadores, tendo em conta a dimensão das instalações necessárias para manter a operação em funcionamento.
“Não é de um dia para o outro que um edifício com o tamanho do atual se consegue”, referiu a representante dos trabalhadores.
A Intelcia emprega cerca de 220 trabalhadores em Fafe, distribuídos por projetos em língua portuguesa e francesa. Segundo Inês Silva, a adesão ao protesto foi condicionada pelo facto de o serviço francês estar a trabalhar, enquanto o projeto português cumpria o feriado de 10 de junho.
Os trabalhadores defendem que o prolongamento do prazo até ao final do ano permitiria à empresa encontrar uma alternativa mais estável e evitar o recurso ao teletrabalho, cenário que admitem poder criar dificuldades a vários funcionários.
A preocupação central, dizem, é a manutenção dos postos de trabalho. Inês Silva alertou que há trabalhadores que poderão não conseguir desempenhar funções em regime remoto, ficando numa situação mais vulnerável.
A representante lembrou ainda que a empresa está no concelho há cerca de 10 anos e que a sua instalação em Fafe foi, na altura, apresentada como uma aposta na criação de emprego local.
O presidente da Câmara Municipal de Fafe, Antero Barbosa, eleito pelo PS, deverá pronunciar-se sobre o assunto na reunião do executivo desta quarta-feira.





