A Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga apresentou uma nova queixa-crime contra a denominada Comissão de Utentes da Saúde de Braga, acusando a estrutura de espalhar “desinformação”, criar “alarme social” e prejudicar a imagem da instituição.
Segundo um comunicado, a ULS considera que as publicações e iniciativas promovidas pela comissão têm contribuído para a “erosão da confiança no Serviço Nacional de Saúde” e para a perturbação do normal funcionamento dos serviços.
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A administração da ULS refere ainda que desconhece, até ao momento, se a comissão já obteve reconhecimento formal por parte do Ministério da Saúde.
O porta-voz da comissão, José Manuel Lobato, acusou a administração da ULS de Braga de “ter dificuldade em lidar com a democracia e com a crítica”, garantindo que os representantes dos utentes não serão silenciados.
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“Desde o início que nos querem calar, mas não vão conseguir”, afirmou.
A comissão diz que já assinou a escritura de constituição e que as eleições para os órgãos sociais estão marcadas para 13 de junho, acrescentando que o pedido de reconhecimento já foi submetido ao Ministério da Saúde.
A mais recente posição pública da comissão aconteceu no início deste mês, quando pediu a demissão do conselho de administração da ULS na sequência de denúncias relacionadas com exames caducados, cirurgias canceladas e relatórios clínicos irrecuperáveis, alegadamente devido a problemas informáticos.
As denúncias partiram do Sindicato dos Médicos do Norte, através de uma carta aberta subscrita por médicos.




