O Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, através de Xoán Mao, manifestou forte oposição às alterações anunciadas para o comboio internacional Celta, acusando a decisão de ser uma “traição” e um caso de “má gestão”.
A partir de domingo, o trajeto Porto–Vigo passará a implicar transbordo em Viana do Castelo, medida que a CP classifica como “excecional e temporária”.
O secretário-geral do Eixo Atlântico, Xoán Mao, critica o momento escolhido para o anúncio, em pleno mês de agosto e durante uma campanha eleitoral, considerando que tal contexto limita a reação dos autarcas.
Mao afirma não ter sido dada qualquer explicação clara sobre se o problema parte da CP ou da espanhola Renfe, e teme que a situação possa prolongar-se indefinidamente.
Criado em 2013, o serviço Celta é operado em parceria entre CP e Renfe, ligando Porto a Vigo com paragens em Nine, Viana do Castelo e Valença.
Apesar da eletrificação da linha nos dois países, diferenças técnicas impedem o uso de composições elétricas diretas, sendo utilizada uma automotora a diesel.
O responsável recorda ter alertado no passado para problemas com o material circulante alugado à Renfe, que considera obsoleto, e defende a utilização de comboios modernos bitensão, semelhantes aos que circulam na Galiza entre Vigo e Corunha.
Mao aponta ainda falta de articulação entre os ministros português e espanhol da tutela, afirmando que o Eixo Atlântico teve de intervir para promover contactos antes da última Cimeira Ibérica.




