Aos 20 anos, Arthur Duarte trocou Florianópolis pelo IPVC ao abrigo do programa Erasmus+; experiência “transformadora” despertou no aluno uma nova paixão pelo Design Gráfico
O Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) continua a cimentar a sua estratégia de internacionalização e atração de talento além-fronteiras. A instituição acolheu recentemente um contingente de estudantes brasileiros ao abrigo do programa de mobilidade internacional Erasmus+ Food Chase. Entre eles destaca-se a história de Arthur Duarte, aluno de 20 anos que descreve a sua estadia de três meses no Alto Minho como uma experiência académica e pessoal “transformadora”.
Natural de Florianópolis, no estado de Santa Catarina (Brasil), Arthur frequenta o segundo ano da licenciatura em Gestão da Tecnologia da Informação no Instituto Federal de Santa Catarina. O jovem cruzou o Atlântico rumo a Viana do Castelo e regressa agora a casa com metodologias de trabalho renovadas, novas amizades e um rumo profissional surpreendente.
A descoberta do Design Gráfico no Alto Minho
A integração de Arthur Duarte no IPVC iniciou-se com o desenvolvimento de competências em projetos direcionados para as áreas do marketing e da gestão de dados. Contudo, a flexibilidade institucional permitiu-lhe colaborar diretamente com o Gabinete de Comunicação e Imagem do Politécnico, local onde acabou por descobrir uma vocação até então adormecida: o design gráfico.
“Foi uma experiência muito positiva. Conheci muita gente, aprendi bastante e descobri uma nova área que hoje me desperta muito interesse. No Brasil, o contacto que tinha com o design era mais académico e quase só por obrigação. Aqui, os desafios foram diferentes e comecei realmente a ganhar um gosto especial pela área”, relatou o estudante.
Arthur evidenciou a autonomia concedida aos alunos na instituição minhota, elogiando a possibilidade de trabalhar de forma descentralizada em diferentes espaços e polos do Politécnico, um fator que considera crucial para o amadurecimento e crescimento individual.
Da francesinha ao sonho do mestrado em Portugal
A vivência do jovem estudante de Santa Catarina não se esgotou nas salas de aula e gabinetes de trabalho. Arthur aproveitou o período de mobilidade para realizar um roteiro turístico e cultural por Portugal, explorando territórios que se estenderam desde a fronteira de Melgaço até às praias do Algarve. Em termos de adaptação, confessou que o clima da região minhota se assemelha ao da sua cidade natal, o que facilitou o processo de integração.
A gastronomia nacional também mereceu nota de destaque nas memórias que leva na bagagem, marcada por algumas descobertas e momentos de boa disposição:
“O pastel de nata era obrigatório provar. Vim cá basicamente só por ele. E a francesinha surpreendeu-me. Achei que seria menos apimentada, mas gostei bastante”, brincou o aluno.
O balanço final da viagem foi tão positivo que o regresso a Viana do Castelo já faz parte dos planos de médio prazo. “Gostava muito de voltar para fazer mestrado. Ainda estou a decidir entre a área das tecnologias e o design gráfico, mas esta experiência ajudou-me muito a perceber melhor aquilo que quero para o futuro”, concluiu.
O que é o projeto Food Chase?
Acolhido sob a chancela financeira do Programa Erasmus+, o Food Chase é um consórcio europeu internacional do qual o Politécnico de Viana do Castelo faz parte integrante. O projeto tem como missão científica a construção de ecossistemas de cadeia alimentar sustentáveis, focando-se na investigação e implementação de medidas que reduzam os elevados índices de desperdício alimentar em todas as suas fases — desde o setor da produção agrícola e transformação industrial até ao consumo doméstico.
Os estudantes universitários e investigadores interessados em consultar os editais de bolsas de mobilidade abertos, os projetos de sustentabilidade alimentar do IPVC ou os critérios de candidatura a mestrados internacionais podem aceder ao portal institucional do Politécnico de Viana do Castelo.




