Certame de artes performativas regressa entre 18 e 26 de setembro, destacando-se pela aposta em linguagens experimentais e pelo apoio do município e da DGArtes.
O Circular Festival de Artes Performativas regressa ao concelho de Vila do Conde entre os dias 18 e 26 de setembro de 2026. Na sua 22.ª edição, a programação volta a apostar no cruzamento entre dança, teatro, música, artes visuais e performance, integrando duas estreias absolutas, uma estreia nacional e a primeira apresentação em Portugal do músico britânico Lord Tusk.
A diretora do certame, Dina Magalhães, sublinhou durante a apresentação oficial na Casa de Antero de Quental que a iniciativa visa reunir criadores consagrados e emergentes, promovendo um laboratório artístico de leitura e interpretação do presente. O vereador da Cultura da Câmara Municipal de Vila do Conde, Paulo Vasques, destacou por seu lado o papel do festival na dinamização cultural da rentrée de outono e no estreitar de laços com a comunidade e escolas locais.
O evento conta com o financiamento da autarquia vila-condense e da Direção-Geral das Artes (DGArtes), dividindo os seus momentos de programação pelo Teatro Municipal, Auditório Municipal, Solar – Galeria de Arte Cinemática, Conservatório e Casa Antero de Quental. Os ingressos têm um custo unitário de cinco euros, existindo passes combinados e diversos momentos de acesso gratuito.
Destaques do Cartaz e Acessibilidade Cultural
A abertura do programa decorre a 18 de setembro com o workshop de dança gratuito “Coisas”, orientado pela coreógrafa Tânia Carvalho no Conservatório. No dia seguinte, a Solar – Galeria de Arte Cinemática acolhe a exposição “Raw Rhythms” e a performance “Bodies of Water”, de Cecilia Bengolea. No mesmo dia, Tânia Carvalho sobe ao palco do Teatro Municipal com os solos “O Sono da Montanha” e “O Gesto do Falcão”, enquanto o artista brasileiro Volmir Cordeiro estreia em Portugal o espetáculo de dança “Metrópole”, com música ao vivo.
A reta final do festival, agendada para 25 e 26 de setembro, inclui a apresentação do projeto “Diaporama”, a Feira de Edições Realizadas por Artistas (F.E.R.A.) e o encerramento musical a cargo de Lord Tusk com a criação “Afterlight Terminal”. As duas estreias absolutas do certame sobem a palco no último dia, nomeadamente a obra “Respirar”, que cruza a música do Supernova Ensemble com o cinema de Sandro Aguilar, e a criação “Coisa-Ponta”, de Ana Rita Teodoro e Márcia Lança, que contará com serviço de audiodescrição dedicado a público cego ou com baixa visão.















