Há lugares que não precisam de índices turísticos nem grandes cartazes para se tornarem especiais. Em janeiro, Vila Mou, uma pequena freguesia do concelho de Viana do Castelo, volta a revelar esse charme silencioso com as Festas em Honra de Santo Amaro, que decorrem entre 15 e 18 de janeiro de 2026.
Uma celebração pequena na escala, grande na autenticidade. E, talvez por isso mesmo, cada vez mais observada por quem procura experiências culturais genuínas.

Devoção que atravessa gerações
No coração da freguesia, a devoção a Santo Amaro mantém-se como elemento identitário. Discípulo de São Bento, associado a relatos de cura e proteção, o santo continua a reunir moradores e visitantes numa celebração que preserva o ritmo e o sabor das tradições minhotas, sem filtros nem artifícios.
Quatro dias a marcar o início do ano
15 de janeiro (quinta-feira)
15:00 – Entrada da cabine de som da Casa Dias 18:30 – Eucaristia Solene em Honra de Santo Amaro
16 de janeiro (sexta-feira)
09:00 – Música ambiente pela Casa Dias
20:30 – Eucaristia em Honra de Nossa Senhora de Fátima, seguida de Procissão de Velas até à capela
• Concerto final de Daniel Alves e a sua concertina
17 de janeiro (sábado)
09:00 – Música ambiente
16:00 – Eucaristia Solene
21:30 – Concerto do grupo CurtiSom
00:00 – Fogo de artifício pela Pirotecnia Minhota
18 de janeiro (domingo)
09:00 – Música ambiente
11:00 – Eucaristia e Procissão com o Grupo de Bombos de Deocriste e os Escuteiros 450 de Serreleis
15:30 – Rusgas de São Martinho de Vila Mou
• Convívio final

O valor do que permanece simples
A Comissão de Festas de Santo Amaro sublinha o propósito essencial: preservar a tradição, fortalecer o espírito comunitário e manter viva a identidade cultural que distingue Vila Mou.
Aqui, o encanto está justamente no que não mudou: o ritmo tranquilo, os encontros espontâneos, a música que ecoa pelo largo, a proximidade entre quem celebra.
O charme discreto
A edição de 2026 deverá voltar a trazer muita gente ao pequeno largo da capela, um espaço modesto onde, curiosamente, se cruzam devotos locais, famílias da região e outros visitantes que valorizam aquilo que não se anuncia, mas se sente.
Há quem venha pelo património, quem apareça para cumprir promessa, e há também quem aprecie este tipo de celebrações com uma elegância quase natural, onde cada detalhe parece ficar mais bonito precisamente por não procurar ser.
Entre música tradicional, fogos de artifício e reencontros de inverno, a festa anuncia o arranque simbólico do calendário cultural de Viana do Castelo.
E para aqueles que já descobriram a singularidade de Santo Amaro, Vila Mou é um desses lugares que se visitam sem pressa. Porque o verdadeiro encanto raramente gosta de multidões, mas acolhe sempre quem sabe chegar.




