Novo sistema de recolha móvel arranca em abril e terá um custo tarifário de apenas 50% em relação à rede fixa, garantindo o tratamento adequado de efluentes em todo o concelho.
O Município de Vila Verde deu hoje “luz verde” à implementação da recolha móvel de saneamento, um serviço pioneiro destinado a servir habitações e empresas que, devido às características orográficas do território, não possuem viabilidade técnica para ligação à rede fixa. A medida, apresentada pela presidente da Câmara, Júlia Rodrigues Fernandes, cumpre um dos compromissos centrais do mandato: “Não deixar ninguém para trás, incluindo casas e comunidades mais afastadas”.
O serviço, que será operacionalizado através de veículos pesados de aspiração, inclui a recolha, o transporte e o encaminhamento dos efluentes para as estações de tratamento (ETAR). Segundo a autarca, este investimento é fundamental para a defesa do ambiente, assegurando que as águas residuais de fossas séticas particulares têm o devido tratamento controlado pela autoridade municipal.
Como vai funcionar?
O regulamento, detalhado pelo vereador do ambiente, Carlos Tiago Alves, estabelece que o novo serviço funcionará de forma integrada na fatura mensal da água. Os utilizadores beneficiarão de uma tarifa reduzida, correspondente a 50% do valor aplicado à rede fixa.
Entre as principais regras de utilização destacam-se:
- Requisição: O utilizador pode solicitar a limpeza quando a fossa atingir 75% da sua capacidade.
- Prazos: O Município compromete-se a efetuar a recolha num prazo máximo de 10 dias úteis.
- Garantia: Em caso de incumprimento do prazo por parte da autarquia, o munícipe será ressarcido do valor das tarifas fixas pagas desde o último serviço.
Com esta aprovação, Vila Verde posiciona-se como um concelho mais inclusivo, adaptando a prestação de serviços públicos às complexidades do mundo rural e garantindo a preservação dos recursos hídricos locais através de uma gestão profissional de resíduos.




