Uma delegação composta por trabalhadores, motoristas, utentes e lojistas da Central de Camionagem de Vila Verde entregou, esta semana, 2040 assinaturas na Assembleia Municipal, exigindo obras urgentes de requalificação naquela infraestrutura.
O documento foi apresentado na reunião de 30 de abril por Felipe Azevedo, motorista com quase três décadas de experiência no concelho, que não poupou críticas ao estado do espaço nem à falta de resposta política.
“Estamos a falar de uma central com quase 25 anos que hoje não garante condições mínimas de segurança, conforto e dignidade”, afirmou durante a intervenção .
Degradação, riscos e indignação crescente
Segundo o abaixo-assinado, a situação resulta de anos de abandono e falta de investimento, agravados por um incêndio em março de 2025.
Entre os problemas apontados estão:
- infiltrações e zonas com risco de queda de estruturas
- casas de banho inseguras e escorregadias
- falta de iluminação e cheiro persistente a queimado
- equipamentos de segurança danificados
- ausência de informação para passageiros
- espaços exteriores ao abandono
Um dos episódios mais graves ocorreu no início de abril, com o colapso parcial de um teto, confirmando alertas antigos ignorados pelos responsáveis locais .
Sem resposta política
Apesar da gravidade das denúncias e da dimensão do movimento — mais de dois mil subscritores em apenas três meses —, os promotores acusam o Executivo municipal e os partidos com assento na Assembleia de não terem dado qualquer resposta oficial.
A ausência de um plano público de intervenção, quase um ano após o incêndio, está no centro das críticas.
“Não vamos continuar a aceitar trabalhar nestas condições”, alertou Felipe Azevedo, sublinhando que o problema é agora coletivo e não apenas dos trabalhadores .
Exigências claras
O abaixo-assinado entregue à autarquia define três exigências concretas:
- Plano urgente e calendarizado para a requalificação total
- Soluções provisórias imediatas para garantir segurança
- Abertura da central aos fins de semana e feriados, assegurando acesso a serviços básicos




