A ZET, em Braga, acolhe a nova exposição de Manuela Pimentel, uma artista do Porto que transforma cartazes de rua em linguagem visual carregada de política, poesia e desejo de liberdade.
As obras, maioritariamente inéditas, partem da apropriação de materiais urbanos para questionar a igualdade de direitos, a identidade coletiva e a urgência de união num mundo fragmentado.
A palavra escrita surge como gesto central, nunca desligado do seu peso cívico.
“Quando eu morder a palavra, por favor, não me apressem” dá nome à exposição, inspirada num poema de Conceição Evaristo, referência da literatura brasileira e da luta pela valorização da mulher negra.
Com curadoria de Helena Mendes Pereira, a galeria transforma-se numa cidade simbólica, construída por painéis de “azulejos” feitos de cartaz, onde convivem declarações de amor, poemas e gritos de revolta social.
A artista convoca o espetador para pensar porque insistimos em separar-nos quando há tanto para convergir. A exposição inaugura hoje, 16 de janeiro, às 18h00, tem entrada gratuita e pode ser visitada até 21 de março.




