O Porto prepara-se para assinalar os 52 anos da Revolução de Abril com um programa centrado na música, memória e participação popular.
O epicentro volta a ser a Avenida dos Aliados, com concertos e iniciativas de acesso livre.
O destaque musical arranca na noite de 24 de abril, com Carlão a subir ao palco às 22h00. O artista, conhecido pelo percurso nos Da Weasel e pela carreira a solo, apresenta também temas do mais recente álbum, “Quinta-Essência – 75/25”, lançado em março.
Antes da meia-noite, o Coral de Letras da Universidade do Porto recupera canções marcantes do período revolucionário, incluindo “Grândola, Vila Morena”, num momento simbólico que antecede o habitual fogo de artifício.
Dia 25 com desfile e tradição
No próprio dia 25, o programa começa cedo e aposta na vertente familiar. A partir das 10h00, a Praça do General Humberto Delgado recebe jogos tradicionais dirigidos aos mais novos.
A componente evocativa mantém-se com a homenagem aos resistentes antifascistas, marcada para as 14h30, no Largo de Soares dos Reis. Segue-se o tradicional Desfile da Liberdade, que culmina nos Aliados.
Já no palco principal, a animação continua com o projeto Labuta, às 15h00, antes de um dos momentos mais aguardados da tarde: o concerto dos Galandum Galundaina, às 16h15.
O grupo mirandês leva ao Porto o som do Nordeste Transmontano, com uma proposta assente no cancioneiro tradicional e na preservação da identidade cultural.
Entrada livre e aposta na participação
Toda a programação é de entrada gratuita, numa organização conjunta da Câmara do Porto e da Comissão Promotora das Comemorações Populares.
Mais do que um cartaz cultural, a cidade volta a apostar numa celebração aberta, com forte componente cívica e histórica, mantendo viva a memória de Abril — na rua e com gente.



