Travessia no Minho prepara mudança total: embarcação atual sem condições e substituição já está em marcha
O ferry que assegura a ligação entre Caminha e A Guarda, na Galiza, está em fim de linha. A embarcação Santa Rita de Cássia vai ser desmantelada e substituída por um novo barco até ao verão, numa tentativa de recuperar uma travessia considerada estratégica no rio Minho.
A confirmação foi dada pela autarquia de Caminha, que admite que o atual ferry “não tem condições” para continuar ao serviço.
O equipamento, com décadas de utilização, tem acumulado problemas e deixou de responder às exigências operacionais, num contexto em que a travessia já funciona de forma intermitente há anos.
Nova embarcação para 50 a 60 passageiros
O plano passa pela introdução de uma nova embarcação com capacidade para cerca de 50 a 60 pessoas. Até lá, será lançado um concurso público para a exploração do serviço, numa fase de transição em que a travessia poderá ser assegurada de forma provisória.
A Câmara de Caminha admite ainda colocar a operação em hasta pública, caso não existam condições imediatas para um modelo direto de gestão. O objetivo é claro: retomar a ligação fluvial o mais rapidamente possível, idealmente ainda antes da época alta.
Problemas antigos arrastam-se há anos
O ferry Santa Rita de Cássia foi inaugurado há mais de três décadas e a sua operação tem sido condicionada por fatores como o assoreamento do rio Minho e limitações técnicas da embarcação. A travessia está parada desde o verão de 2021, após sucessivas dificuldades.
Mesmo com intervenções no cais e tentativas de reativação, o serviço nunca recuperou de forma consistente. A falta de condições levou agora à decisão definitiva de retirar o ferry de circulação.
Ponte sobre o Minho continua em cima da mesa
A médio prazo, o cenário pode mudar radicalmente. A construção de uma nova ponte internacional entre Caminha e A Guarda continua a ser apontada como solução estrutural. O projeto já deu passos iniciais e é considerado prioritário.
A autarquia admite que a ligação rodoviária será a resposta definitiva para ultrapassar os constrangimentos do transporte fluvial. Ainda assim, até que a obra avance, o novo ferry surge como solução intermédia para devolver mobilidade à região.
A travessia no Minho entra agora numa nova fase — com o fim de um ferry histórico e a promessa de um serviço renovado já nos próximos meses.



