A Câmara de Barcelos aprovou por unanimidade o projeto de execução da Fase II da Variante Urbana Nascente, uma obra considerada chave para resolver estrangulamentos no trânsito e melhorar a circulação dentro da cidade.
O investimento ultrapassa os 3,9 milhões de euros e prevê uma intervenção com cerca de 1,25 quilómetros de extensão, com um prazo de execução estimado de 12 meses.
A nova variante surge para atacar problemas antigos: excesso de tráfego no centro urbano, dificuldades de acesso e pressão sobre outras vias, nomeadamente a Variante Poente. Com esta ligação, o objetivo é claro — retirar trânsito de atravessamento da cidade e tornar a circulação mais rápida e segura.
Um dos pontos críticos que a obra pretende contornar é a Passagem de Nível de Arcozelo, frequentemente associada a congestionamentos. A nova solução permitirá desviar esse fluxo, melhorando a mobilidade geral.
O projeto prevê uma estrada com circulação nos dois sentidos, com bermas e espaço reservado para possível alargamento no futuro. As ligações à rede viária existente serão feitas através de rotundas, solução pensada para aumentar a fluidez e reduzir pontos de conflito rodoviário.
Mas a intervenção não se fica pelo asfalto. Está prevista a criação de uma ciclovia bidirecional, integrada num percurso acessível, apostando na mobilidade suave e no uso do espaço público para lazer. A componente ambiental também entra nas contas, com a plantação de uma cortina arbórea para minimizar impacto visual e ruído, além da requalificação de linhas de água ao longo do traçado.
A obra faz parte da estratégia para fechar o chamado anel rodoviário a nascente, uma peça que falta há anos na organização viária do concelho.
Com luz verde dada ao projeto, o próximo passo será o lançamento da empreitada. No terreno, a expectativa é de mudança real: menos trânsito no centro, melhor circulação e uma cidade mais funcional.



