Filipe Aguiar diz que Braga precisa de “soluções modernas” e aponta exemplo do Porto
O vereador do CHEGA na Câmara Municipal de Braga, Filipe Aguiar, defendeu a implementação do modelo “Build to Rent” como uma das respostas possíveis para aumentar a oferta de habitação acessível no concelho.
Segundo o autarca, Braga “precisa de começar a discutir soluções sérias e modernas para a habitação”, considerando que este modelo poderá ajudar a responder à pressão imobiliária que se faz sentir na cidade.
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O “Build to Rent” consiste na construção de habitação pensada de raiz para arrendamento de longa duração, através de parcerias entre entidades públicas e investidores privados. O objetivo passa por criar mais fogos com rendas controladas, direcionados sobretudo para a classe média e jovens trabalhadores.
Filipe Aguiar recorda que o Partido Chega Braga foi “a única força política” a defender esta proposta durante a campanha eleitoral autárquica e aponta o Porto como exemplo nacional onde já existem projetos em desenvolvimento.
“O Build to Rent já demonstra resultados positivos no Porto e pode ser uma ferramenta importante para aumentar a oferta habitacional sem transformar tudo em habitação social”, afirma.
O vereador faz ainda questão de distinguir “habitação a custos controlados” de “habitação social”, defendendo que atualmente muitas famílias trabalhadoras ficam fora tanto do mercado privado como de vários programas públicos.
“No Porto já existem projetos com dezenas e centenas de fogos destinados ao arrendamento acessível através de parcerias entre municípios e investidores privados”, refere, apontando o Grupo Ageas como um dos exemplos envolvidos neste tipo de iniciativas.
Para o Chega, o combate à crise da habitação exige “pragmatismo” e maior abertura ao investimento privado. Filipe Aguiar considera que Braga deve criar condições para atrair promotores e investidores interessados neste modelo, através de estabilidade e cooperação institucional.
“O problema da habitação não se resolve apenas com promessas ou programas públicos insuficientes”, sustenta.
O partido defende ainda que Braga “não pode continuar a ignorar soluções inovadoras” já aplicadas noutras cidades portuguesas e europeias, apelando a uma política de habitação “mais realista e focada em resultados concretos”.



