A V Marcha do Orgulho LGBT+ de Esposende ficou marcada por críticas ao que os organizadores classificam como “tentativas de retrocesso legislativo” nos direitos da comunidade LGBT+, mas também por homenagens a figuras ligadas ao arranque do movimento no concelho.
Cerca de 200 pessoas participaram na iniciativa promovida pela associação MINHO ARCO-ÍRIS, que reuniu vários coletivos nacionais ligados à defesa dos direitos LGBT+.
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No manifesto lido durante a marcha, a organização alertou para aquilo que considera ser uma crescente ameaça aos direitos humanos da população LGBT+, tanto a nível nacional como internacional.
“É urgente deixarmos de ver o mundo a preto e branco. Há todo um arco-íris, fora do armário”, defenderam os organizadores.
Um dos momentos mais simbólicos aconteceu no Largo Fonseca Lima, onde foram homenageadas Alexandra Roeger e Isabel Abreu, ligadas à Câmara Municipal de Esposende, bem como Marte Hipólito, da rede ex aequo, pelo contributo dado ao início do movimento LGBT+ organizado em Esposende, em 2022.
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Durante a iniciativa foram ainda hasteadas a Bandeira Trans, em homenagem a Gisberta Salce — mulher trans assassinada no Porto em 2006 — e a Bandeira Arco-Íris, no âmbito das comemorações do Dia Internacional Contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia.
A MINHO ARCO-ÍRIS lamentou também a ausência do executivo municipal naquele que descreveu como “o dia mais colorido da cidade”, defendendo que a sensibilidade das autarquias para estas causas é “fundamental para o desenvolvimento social dos territórios”.
A marcha terminou com um arraial e atuações artísticas de Drag Nussy e Carluz Belo.




