Social-democratas alertam para o desencontro entre a oferta de férias tradicionais e a procura de autonomia da população adolescente
Num comunicado divulgado durante os trabalhos autárquicos, o PSD de Viana do Castelo trouxe a debate a reformulação das políticas municipais de juventude, colocando o foco na faixa etária entre os 14 e os 16 anos. Embora reconheça a relevância dos programas de férias em vigor e o papel do Banco Local de Voluntariado, o partido defende que a atual oferta municipal já não responde às necessidades de autonomia e participação desta faixa etária específica.
Segundo a bancada social-democrata, muitos adolescentes no início do ensino secundário “já não se identificam com o modelo tradicional de ocupação dos tempos livres”, criando um desencontro entre a vontade dos jovens por novos desafios e a procura das famílias por respostas de ocupação enriquecedoras.
Proposta: Academia Jovem de Cidadania de Viana do Castelo
Para colmatar esta lacuna, o PSD propôs a criação de um projeto-piloto designado Academia Jovem de Cidadania. A iniciativa seria estruturada como uma academia de verão por módulos temáticos, combinando voluntariado, cidadania, ciência e inovação.
A proposta sugere tirar partido da rede institucional e empresarial do concelho, ligando os adolescentes a áreas como:
- Ambiente e Proteção Civil;
- Ação Social, Cultura e Desporto;
- Ciência, Tecnologia e Tecido Empresarial/Industrial;
- Parcerias com o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) e Museus.
O partido defende ainda o envolvimento direto do Conselho Municipal da Juventude no processo, sublinhando que qualquer medida deve ser precedida de uma consulta pública aos próprios jovens para apurar os seus interesses.
Três perguntas do PSD ao Executivo Municipal
A intervenção partidária concluiu com três questões formais dirigidas ao executivo liderado por Luís Nobre:
- Existe atualmente algum projeto municipal dirigido especificamente aos jovens entre os 14 e os 16 anos que promova esta combinação entre voluntariado, cidadania ativa e desenvolvimento de competências?
- Já foram auscultados estes jovens sobre o tipo de experiências e atividades que gostariam de desenvolver durante as férias de verão?
- Estará o Município disponível para estudar a implementação de um projeto-piloto desta natureza?
“Aos 14 anos, muitos jovens querem sentir que já contam. Cabe-nos criar oportunidades para que contem, de facto. Investir na juventude não é apenas oferecer atividades ou ocupar tempos livres. É dar-lhes ferramentas e sentido de pertença”, conclui a nota da concelhia.










