Luís Sottomaior Braga, candidato a diretor do Agrupamento de Escolas António Rodrigues Sampaio, em Esposende, defende uma gestão mais democrática, participativa e centrada na qualidade das aprendizagens.
Em declarações ao E24, o professor explicou que decidiu avançar por considerar importante existir uma alternativa no concurso para a direção do agrupamento, que integra estabelecimentos de ensino de freguesias como Marinhas e Forjães.
Professor há 31 anos, Luís Braga é licenciado em História, leciona História e Português no segundo ciclo e já exerceu funções como diretor de um agrupamento escolar durante seis anos no concelho de Viana do Castelo.
“Tenho currículo, formação, experiência e ideias”, afirmou, considerando que a direção de uma escola não deve estar reservada apenas a docentes que já trabalham no respetivo agrupamento.
O candidato assume a mudança como um dos principais eixos da candidatura. Na sua opinião, a permanência prolongada das mesmas pessoas nos órgãos de gestão pode dificultar a renovação das instituições.
“É preciso mudar”, sustentou, acrescentando que a estabilidade só deve ser preservada quando permite às organizações evoluir.
Luís Braga defende também um modelo de gestão escolar mais democrático. O candidato propôs a realização de um debate público, com transmissão pela Internet, entre as duas candidaturas, mas assegura que a iniciativa não foi aceite pelo outro candidato, José Maria Pinho.
“Nós não podemos educar ninguém para a democracia se a escola não for democrática”, afirmou ao E24.
Entre as prioridades apresentadas está ainda uma maior participação de professores, funcionários, pais e alunos nas decisões do agrupamento. Para Luís Braga, dar voz aos estudantes é essencial para formar cidadãos capazes de participar ativamente na sociedade.
O candidato considera igualmente necessário reduzir a dimensão burocrática da escola e voltar a colocar a sala de aula no centro da organização. “Um agrupamento não é um ajuntamento de atividades”, alertou, defendendo maior valorização do trabalho desenvolvido pelos professores com os alunos.
Luís Braga compromete-se ainda a continuar a dar aulas caso seja eleito e rejeita uma eventual recondução automática no final do mandato.











