Os produtores de gado de Ponte da Barca e Arcos de Valdevez pedem ajuda urgente para alimentar.
O alerta é deixado por Beatriz Silva, diretora da Cooperativa Agrícola local, que fala que o sistema de produção tradicional, com o gado a pastar livremente entre março e outubro, ficou completamente comprometido devido aos incêndios de finais de julho e início de agosto.
“Especialmente as raças Cachena e Barrosã perderam as áreas comunitárias de pastoreio que lhes garantiam alimento”, destaca a cooperante .
Recorde-se que as chamas lavraram em Ponte da Barca de 26 de julho a 4 de agosto e consumiu 7 550 hectares, incluindo 5 786 hectares do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) — num território total de 69 596 hectares .
A consequência é alarmante: cerca de 100 produtores — com aproximadamente 400 animais — enfrentam uma escassez grave de alimentação. Beatriz Silva considera a situação “uma tragédia” e um “caso de urgência imediata” .
A recuperação ainda não pode ser feita sem garantias sobre o número exato de perdas — muitos animais podem estar perdidos ou mortos, enquanto em relação aos equídeos Garranos, que se movimentam com mais liberdade, a situação é ainda mais incerta .




