Os problemas estruturais do rio Minho voltaram a estar no centro da agenda política.
Autarcas das duas margens exigem uma gestão conjunta e coordenada do troço internacional, pedindo respostas urgentes aos governos de Portugal e Espanha e a inclusão do tema como prioridade na próxima Cimeira Luso-Espanhola, marcada para 29 de janeiro.
Em comunicado, o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho, que agrega 26 municípios portugueses e galegos, alerta para a ausência de soluções eficazes para três problemas críticos: assoreamento, proliferação de espécies exóticas invasoras e gestão dos caudais transfronteiriços.
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Segundo o AECT, o assoreamento do troço internacional tem impactos diretos na navegabilidade, segurança, pesca e turismo, afetando atividades económicas essenciais para as comunidades ribeirinhas. A situação é agravada pela expansão de espécies invasoras e por decisões unilaterais na gestão dos caudais, com efeitos negativos nos ecossistemas e na segurança das populações.
Os municípios alertam ainda para a fragmentação institucional e falta de coordenação entre entidades dos dois países, fatores que continuam a bloquear intervenções no terreno, apesar da gravidade e persistência dos problemas.
“O território está unido e fala a uma só voz”, sublinham os autarcas, defendendo respostas conjuntas, estruturadas e urgentes para um rio que consideram central na identidade cultural e no desenvolvimento económico do Alto Minho e da Galiza.




