Uma nuvem pirocúmulo originada pelo grande incêndio que devasta a zona de Andrães, em Vila Real, está a ser observada desde Perelhal, Barcelos — a mais de 100 km do local do foco.

Trata-se de um fenómeno raro em que o calor intenso do incêndio provoca uma coluna ascendente de ar quente, que condensa a humidade presente e gera uma nuvem cumuliforme visível a grandes distâncias.
Também designada de cumulus flammagenitus, esta nuvem nasce devido a convecção térmica intensa impulsionada por incêndios ou erupções vulcânicas.
Quando suficientemente robusta, pode evoluir para uma cumulonimbus flammagenitus, gerando trovoadas, descargas elétricas, ventos fortes e até tornados de fogo.

Observadores em Perelhal, freguesia já no caminho de Esposende em Barcelos, captaram imagens da massa nebulosa cinzenta-amarelada, densa devido às partículas de fumo e cinza, afirmando que o fenómeno é visível no horizonte e impressionante pelo seu volume e forma convectiva.
Embora não se espere chuva, estes sistemas podem alterar o comportamento do fogo: por vezes intensificam ventilação e propagação, mas noutros casos provocam precipitação leve que ajuda a extinguir as chamas.
Especialistas alertam que os pirocúmulos são indicativos de incêndios com convecção forte, e a sua formação exige elevada instabilidade térmica e humidade ambiental.






